16 março, 2015

Livro: É melhor não saber - Chevy Stevens‏


Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411218
Ano: 2013
Páginas: 320
Tradutor: Maria Clara De Biase
Nota: 4/5
Sinopse: Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.
Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer.
Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.
Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.
É melhor não saber é um complexo retrato de uma mulher tentando entender suas origens. Uma história cheia de reviravoltas, na qual ninguém é completamente bom ou mau.


Resenha

Sara Gallagher está organizando seu casamento com o homem que ama, ao qual já vive, juntos eles formam a família que Sara sempre quis ter e depois de passar por uma série de provações, ela encontrou o cara certo para formá-la . 

Entretanto, Sara não está satisfeita. Ela deseja saber a verdade sobre a sua origem porque foi adotada. Com a desculpa de descobrir o histórico médico familiar  para o bem de sua filha, Sara contrata um detetive particular para fazer tal investigação e essa decisão terá consequências desastrosas para sua vida.

Depois de pouco tempo de investigação o detetive entrega a documentação com as informações que conseguiu reunir sobre a mãe biológica de Sara, munida disso, ela toma a decisão de ir procurar a mulher que lhe deu a vida na esperança de um reencontro esperado por ambas e saber porquê foi abandonada, mas a mulher que encontrou simplesmente não quer saber dela, parece até ter medo da filha rejeitada e tenta afastá-la a todo custo.

Sem conseguir entender a reação da sua mãe biológica, Sara resolve investigar mais sobre ela e descobre que ela é a única sobrevivente do assassino do acampamento. Com essa informação assustadora ela começa a juntar as coisas e suspeitar da verdadeira razão do seu abandono estar ligado a experiencia traumática vivida pela sua mãe.

Seus medos começam a ganhar vida quando a história toda vaza na internet e Sara começa a receber ligações de John, que diz ser o seu pai e quer lhe conhecer. Sem se dar conta, ela se envolve em uma investigação policial e se torna a principal chance de pegar o assassino do acampamento.

Sara foi adotada quando criança, sua mãe adotiva é muito amorosa e nunca a tratou diferente das suas outras filhas Lauren e Melanie. Sara e Lauren sempre se deram bem, mas o relacionamento dela com a sua irmã caçula e o seu pai adotivo não é o dos melhores. 

O sentimento de não fazer parte da família que a criou com a falta de um pai amoroso acaba por deixar que ela baixe a guarde em alguns momentos, ainda que temerosa, com John que está ansioso por fazer parte da vida de sua filha. Sara é obcecada com certas coisas e instável com seus sentimentos e acaba descobrindo que tem várias coisas em comum com John, o que a assusta, ao mesmo tempo que ela se deixa aproximar. 

"É melhor não saber" é um livro surpreendente e cheio de reviravoltas. A historia é contada durante sessões com uma psicóloga, mas flui de forma natural sem intervenção de tal profissional. Em vários momentos torci para que a protagonista tomasse um rumo diferente, mas as decisões não eram tão simples e tinham muitas consequências. Quando você pensa que já descobriu o final do livro ele te mostra que nada realmente é o que parece, que ninguém ali é completamente bom ou ruim, que as vezes não sabemos escolher em quem confiar e que certas coisas é melhor não saber.

Quotes:

"Passei nove meses dentro de uma mulher que se sentia constantemente apavorada. A ansiedade dela passou para o meu sangue, para minhas moléculas. Eu nasci com medo."


"Não podemos escolher como nos sentimos em relação aos fatos: escolhemos apenas como lidar com os sentimentos que eles nos despertam. Mas as vezes, mesmo quando se tem uma escolha, as opções são todas tão terríveis, que parece que não há decisão a tomar."

2 comentários:

  1. Oi Brenda. Tudo bem?

    Já li e amei o livro. A escrita da autora é maravilhosa. Agora recomendo que leia Identidade Roubada, que é da mesma autora, esse livro é ainda melhor que É melhor não saber. Leia.

    Beijos
    Leitora sempre

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