22 julho, 2014

Especial BDSM: Entrevistando um dominador

  Foto: Google Imagens




 Promessa é dívida! E como prometido segue a entrevista exclusiva que fiz com o Dominador Vulpes  que mora aqui de Brasília, tem 28 anos e é advogado. Espero que gostem, fiz a entrevista com todo carinho para vocês.


Mundo B: Como conheceu o BDSM? 
Vulpes: Conheci por acaso sempre fui muito curioso e um pouco precoce no que tange a sexualidade, mas a curiosidade surgiu quando assisti ao filme "a secretária". Eu amei o filme e adorei a relação entre eles

Mundo B: Desde quando você é um dominador?
Vulpes: Eu conheço o BDSM desde os meus 16 anos (isso a 12 anos atrás) e sempre apliquei certas práticas dentro da minha sexualidade porém de forma muito velada e sutil, afinal, tinha receio dos meus fetiches e vontades assustarem a companheira ou dela me achar um "esquisito".
Mas com o tempo eu fui notando que TODOS temos fetiches e vontades. E que muitas das práticas do BDSM, quando introduzidas no tempo certo, da forma certa, sem forçar a barra eram bem aceitas.
Meu começo como um Dominador "de fato" se deu em meados de 2013. Estava satisfeito com minha vida sexual porém queria aprimorar e trazer novidades e foi aí que resolvi me jogar de cabeça no sombrio mundo do BDSM. Apresentei a existência da prática à minha namorada na época e aos poucos fui explicando, fomos conversando muito até ela começar a se abrir mais e mais para a ideia se tornando posteriormente minha sub (submissa). 


Mundo B: Como foi a sua iniciação?
Vulpes: Minha "iniciação" foi muitíssimo especial por ser minha primeira sessão de verdade junto da minha atual noiva/sub. Começamos juntos e fomos aprendendo tudo juntos. Esse caminhar lado-a-lado torna todo o caminho muito mais significativo e gratificante.
Antes de pensar em qualquer prática eu me foquei muito na parte teórica e psicológica. Li e pesquisei muito. consumi muitos blogs, textos, procurei pessoas experientes para conversar e acompanhei grupos no facebook até quando conheci a Rainha Sarah, que viria a ser minha Mentora e me ensinou muita coisa. Passamos horas discutindo FILOSOFIA, pensadores como Durkheim, Schopenhauer, Aristóteles, Descartes, Platão etc.... tudo com um foco dentro da vivencia fetichista.
Veja que "ser dominador" não é algo banal tampouco é para qualquer um. Não basta "dar ordens" é algo muito mais complexo... 
Ela estava muito nervosa já que era tudo muito novidade e não tinha noção do que esperar. Eu estava ansioso para deixar o "Vulpes" assumir a situação. Não tinha preparado, preferi deixar o improviso ditar o ritmo da cena que acabou sendo um sucesso.

Mundo B: Quando iniciante, alguma vez a situação saiu do seu controle? Se sim, como resolveu?
Vulpes: Nunca passei pelo dissabor de ter uma sessão fora do controle. Fui ensinado muito bem e sempre fui muito responsável. Antes de tentar qualquer técnica nova eu testo primeiro em mim para, literalmente, sentir na pele (apesar de odiar isso - risos). Eu e minha sub conversamos sempre muito. Depois de sessões ou de tarefas e castigos ela sempre tem de fazer um relatório, ou seja, eu a conheço muito bem e sei de seus limites, medos, complexos, vontades etc....

Mundo B: Como funciona a escolha das Sub's ? Existe um prazo para essa experiência?
Vulpes:
Só tive a atual sub ela foi minha primeira e juntos aprendemos e aprenderemos tudo que sabemos.
Cada Dominador tem sua própria dinâmica para escolha de subs. Alguns fazem entrevista, outros um check-list, outros fazem sessão avulsa, outros simplesmente por afinidade etc.
O bonito do BDSM é que ele é totalmente interpessoal, não tem regras, não tem modelos, não tem imposições. O BDSM que você vive é SEU e a medida e limites são as vontades, fetiches e limites do casal.

Mundo B: É possível identificar uma submissa só pela observação?
Vulpes:
Com o tempo ficamos com o olho mais clínico para isso. Só de observar alguém é possível notar traços e atitudes que condizem mais com esse ou aquele papel.
Vale lembrar que "submissa" é um conjunto composto de vários elementos distintos. Uma submissa pode ser little girl, brat, pet, toy, masoquista e assim vai.

Mundo B: É um estilo de vida ou apenas uma opção sexual?
Vulpes:
Questão polêmica essa. Muita gente responde muita coisa divergente. Falando apenas por mim, proponho pensar sobre isso: Ao meu ver, "estilo de vida" subentende que você, trás aquilo para todos os aspectos da sua vida, ou seja, eu teria uma atitude de "Top" 100% do meu dia, e isso acarreta a convivência com o resto do mundo baunilha. Bom, eu vejo que não é possível isso uma vez que temos chefe, temos responsabilidades, temos pessoas "superiores" à nós, pessoas que temos que dar satisfação ou seja no mundo baunilha somos todos, eventualmente, submissos à algo ou alguém.
Sendo assim, acho muito mais cabível ver o BDSM com o uma prática sensual e não necessariamente sexual.
O BDSM envolve o sexo, mas ele não é obrigatório. É a cereja do sundae, o glace do bolo. Claro que o sexo a grande maioria das vezes estará presente já que lidar com fantasias, fetiches, tesões leva à isso e principalmente no inicio da caminhada são duas coisas indissociáveis.
Mas com o tempo, com a vivência dentro dessa prática a gente vai começando a separar as coisas mais facilmente e vamos entendendo melhor nossa psique e nossa libido e não ficamos tão dependentes do sexo.
Em contrapartida, falando por experiência própria, a vivência do BDSM refletiu muito em minha vida baunilha e na forma de ver ao mundo e aos outros. Hoje eu vejo muita coisa com mais clareza, entendo muito mais vários comportamentos que outrora eu condenava, não julgo tanto as pessoas, tenho menos tabus e preconceitos. A vivência do BDSM te dá a oportunidade de viver com o diferente, o exótico, o "bizarro" e ver que de perto tudo é normal.

Mundo B: É como se você tivesse uma vida dupla secreta para quem não faz parte?
Vulpes:
Infelizmente é. O preconceito é enorme e o BDSM é difícil de ser entendido por quem é de fora afinal vai contra a maioria das coisas que a atual organização social prega. Como explicar pra família? Para os clientes? Para os colegas de trabalho? É complicado.
Eu acho muito saudável separar os dois mundos e as duas vidas. Cada qual no seu tempo, local, oportunidade certos. Já que não se trata de uma "filosofia de vida" não cabe essa mistura total de tudo.
Claro que, como disse, uma vida reflete na outra. A vivência dentro do BDSM vai refletir na vivência baunilha e vice-versa. Mas devemos filtrar quais influências levamos para lá e para cá e nos preocupar em trazer só o que agrega. 

Mundo B: Já foi submisso?
Vulpes: Nunca. Minha "pegada" sempre foi outra. Mas minha dominação é sutil sabe?! Sem gritos sem imposição de poder... é algo q vai rolando naturalmente


Mundo B: Pode me dar um exemplo de como funciona a dominação para você?
Vulpes:
 Então muita gente fica fazendo essa imagem que o dominador tem que ser isso e aquilo. Controlador, ciumento, sistemático etc, pra mim não é bem assim. Eu sou muito carinhoso e cuidadoso com a Petit. E isso não me torna menos dominador. A Dominação para mim é algo sutil, fluida e racional.
 Tem horas e horas. Não é ficar em cima da sub controlando cada passo dela. Justamente o contrário, é ter a certeza que não preciso vigiar pra saber que ela vai cumprir o que digo por vontade própria porque ela QUER me obedecer.
   Não é gritar mais alto, impor algo ou simplesmente "dar ordens", é conseguir induzir em outrem um determinado estado mental em que ela faça o que você determina por livre e espontânea vontade. É simplesmente falar (e não gritar) um comando e ele ser cumprido sem a necessidade de ficar "vigiando", fiscalizando a pessoa pois você sabe que o(a) sub, mesmo que a ordem seja algo que não lhe é agradável, irá cumprir o que foi determinado.
  As pessoas esquecem que o BDSM é "virtual" no sentido de que a dominação e submissão é um acordo, é limitado e não é absoluta, afinal a sub pode entregar a coleira a qualquer momento. Logo, a relação D/s é algo que visa a SATISFAÇÃO DE AMBOS. A dominação e a submissão são papeis para alcançar essa satisfação.

Mundo B: Você já tentou inverter papeis com a sua parceira?
Vulpes: Eu já pensei na hipótese só pra ela sentir como era estar do outro lado e tal, mas eu não consigo nem me imaginar como um sub. Realmente não é pra mim, não condiz com a minha natureza. E ela também não tem vontade nenhuma de ser Domme.

Mundo B: Toda Sub usa coleira?
Vulpes:
Não. A coleira é como uma aliança entre o Top e o botton. É um símbolo de seriedade do relacionamento. O botton recebe a coleira quando o Top acha que está preparado, que ambos estão maduros, íntimos e cúmplices o suficiente para dar 'mais um passo" na relação.
Exstem vários tipos de coleira. Como a coleira de treinamento que é mais resistente, com argolas onde se pode prender mosquetões ou amarras de cordas, coleira social que é mais discreta, como um colar, uma gargantilha etc, normalmente usada no "mundo baunilha" assim a sub sempre estará ligada ao seu Dono.

Mundo B: Qual a importância da palavra de segurança?
Vulpes:  Ela resguarda a sub e o dom de ferimentos. Nem sempre é possível ao dom, principalmente aos iniciantes ou aos que não são tao responsáveis, perceber claramente a resposta corporal da sub ou se está indo longe demais ou não. E a palavra de segurança é o freio de mão da sessão. Ela é ABSOLUTA, ou seja, falou para tudo o que estiver fazendo sem enrolar. Um exemplo: Eu estou fazendo asfixia erótica com minha sub. Ela pede a palavra de segurança mas eu to "quuuase" gozando, então eu penso só vou gozar rapidão e paro tudo. Esse rapidão pode ser o suficiente para ela ter uma parada cardio respiratória.


Mundo B: Qual é a que sua sub usa?
Vulpes: o nosso combinado é o "básico" amarelo e vermelho. Amarelo é o pra eu ficar atento e pegar um pouco mais leve. É quando a prática tá tomando um rumo um pouco além do suportável pelo sub mas ainda dá pra continuar se diminuir um pouco o ritmo. E o vermelho que é quando chegou no limite e não dá mais de forma alguma


Mundo B: O Dom. (dominador) tem o controle o tempo todo da situação ou parte do controle também é da Sub já que existe palavra de segurança?
Vulpes:
O domínio deve estar sempre nas mãos do Top.
A palavra de segurança é importantíssimo para as subs pois o entendimento comum é que é o único momento em que o poder sairia das mãos do Top e passaria para a sub que com a palavra de segurança teria o poder de parar toda a cena.
Contudo podem haver outras interpretações. A MINHA opinião é que mesmo a palavra de segurança não passa para a sub poder algum, pelo contrário, reforma o domínio do Top. Veja que a palavra de segurança não é absoluta, se a sub estiver totalmente imobilizada com um Top irresponsável, que não respeita, que não tem limites, mal intencionado de nada adiantará. Como de fato já ocorreu com diversas pessoas. Daí deixa de ser fetiche e vira agressão e até mesmo estupro
A palavra de segurança é a reafirmação do poder do Top pois quando dita, o Top deve ter o auto controle, a responsabilidade de parar tudo para o bem físico e mental da sub. Ele dentro de suas atribuições e autoridade tem o DEVER de parar pois ele quer a segurança de sua peça.


Mundo B: Existem níveis de BDSM de "tortura" física? A linha de separação é tênue ou os níveis são bastante divergentes?
Vulpes:
Não existem necessariamente "níveis", o que acontece é uma certa rotulação natural. Tem o pessoal iniciante, tem o pessoa experiente, tem a galera "hard", a galera "borderline" etc. Mas até onde vai um ou outro, onde começa e termina não tem como dizer. A galera hard é quem pega mais pesado, quem pratica até limites mais elevados que não é qualquer um que conseguiria. Normalmente para se chegar no "hard" é preciso muito treino, disciplina e esforço para o corpo e a mente se adaptarem e aguentarem. O borderliné já é alguém mais "sem noção", no sentido de não ter medo. Ele simplesmente vai na onda até onde der... é um pouco diferente do "hard". É como se fosse "sem limites".
Isso não quer dizer que um é "melhor" ou "maior" que os outros. A prática BDSM é interpessoal, é uma experiência só sua e os moldes, limites, objetivos quem dá é o casal e seus fetiches/interesses/curiosidades etc. 

Mundo B: Quais são os instrumentos que você gosta de usar?
Vulpes: Ah! Meus preferido com certeza são o chicote e a cane. Sou muito mais sádico que dominador 

Mundo B: Vocês tem algum tipo de club ou comunidade para trocarem experiências ou algo do tipo?
Vulpes:
Infelizmente onde moro (Brasília) não temos uma casa "especializada" nisso ao contrário de São Paulo, por exemplo, que tem o Bar da Gata. Mas nós vamos nos virando, marcando encontros, eventos etc. A comunidade é crescente e em contante movimentação, os contatos e a combinação de eventos normalmente são pela internet por grupos direcionados à troca de informação e contato ou pelo bom e velho boca-a-boca, todo mundo meio que se conhece e um vai falando com outro e assim a noticia corre.

Mundo B: Rola troca de casais no BDSM?
Dom.: Entre o pessoal do BSDM não é muito comum não, mas muitas frequentam o Swing. Eu só fui uma vez pra conhecer. Mas adorei o lugar. Lá e muito organizado e as regras são seguidas. Todos respeitam a todos e quem pisa um pouquinho fora da linha é expulso do lugar. Mas nunca fizemos troca não, só fomos de voyeur.

Mundo B: Qualquer um pode ser um dominante ou depende muito da personalidade?
Vulpes:
Acredito que NÃO seja uma coisa necessariamente nata, mas que pode ser trabalhada e é claro que a personalidade do indivíduo vai contar muito pro sucesso ou fracasso.
Qualquer um pode mandar e dar ordens. Mas dominar não é pra qualquer um não. Ser dominador não é simplesmente dar ordem e tentar falar mais alto que o outro. É muito difícil e trabalhoso. Para ser dominador tem que ter muito auto controle, responsabilidade, estudo, prática, leitura, empatia, sensibilidade e principalmente respeito. Tudo isso vai sendo construído durante a trajetória, claro, mas não é simples  É muito mais difícil ser Dom que ser sub. 

Mundo B: você ou a sua namorada jé leram 50 Tons de Cinza?
Vulpes: Nunquinha. Se você ver com calma os grupos do assunto. A galera tem "muuuuito" preconceito com o livro e dizem que além de mal escrito ele não reflete em nada a realidade do BDSM, na verdade só fantasia e romantiza. Eu acho esse preconceito meio bobo na verdade, algumas pessoas já leram, mas a grande maioria só fala mal porque os outros falam. O livro não é um tipo de obra que eu leria e pelo que já averiguei ele realmente não retrata muito bem o bdsm, porém ele é uma porta de entrada pra esse mundo como qualquer outra e no fim das contas ele serviu ao fim dele. Com certeza foi o livro que salvou  muitos relacionamentos falidos e abriu a mente de muitas mulheres.

Mundo B: Existe algum tipo de comemoração especial para o dia 24//07?
Vulpes:
Isso depende do casal e eventualmente da mobilização da "cena local".

Mundo B: Seu conselho para quem quer se iniciar.
Vulpes:
Não se vislumbre.
A vivencia do BDSM é enriquecedora e maravilhosa. Ela agrega muitas coisas boas para sua vida. Valores, uma visão de mundo mais ampla, menos tabus, menos preconceito. Você começa a ver o diferente e o "estranho" com mais normalidade e mais fácil de aceitá-lo.
Estude, leia, se prepare bem... tenha uma boa base teórica para partir para a prática. Entenda o que está fazendo e acontecendo antes de vivê-la. Tenha responsabilidade e principalmente SE DIVIRTA, afinal é para isso que todo esse mundo serve, para nos libertarmos, para nos divertirmos e gozarmos muito.


   Quando procurei por um dominador para entrevistar não sabia o que esperar, minha mente estava aberta para qualquer coisa que pudesse encontrar e ter conseguido essa entrevista com Vulpes foi muito legal, pois encontrei uma história de amor real tão legal quanto a de 50 Tons. 

   Desde o meu primeiro contato ele se mostrou super disposto a colaborar com esta entrevista e foi super divertido fazê-la, principalmente porque ele tentou algumas vezes inverter de lugares comigo, ou seja, me entrevistar (risos). Conversamos bastante e foi além do que está aqui, mas se alguém tiver mais alguma dúvida é só deixar nos comentários que o Vulpes se propôs a esclarecer. 

A próxima postagem terá trechos de relatos públicos das sessões do Vulpes com a sua Sub Petit. 


Bjin

Até a próxima.

6 comentários:

  1. Nossa muito interessante, gostei demais dessa entrevista, e fiquei curiosa agora pra ler a entrevista com a noiva, e muito importante ver a visão dos dois lados, Adorei B arrasando como sempre.

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  2. Bom eu tenho uma pergunta talvez tenha ate respondido ela mais enfim la vai: Nesse estilo de vida que se leva se no momento no ato sexual você procura só se dar o prazer ou primeiramente ela e logo após você?

    A questão do controle como se disse durante a reportagem o fato de se depois que mencionada a palavra de segurança e mesmo assim continuar e poder ate levar a uma parada respiratoria, demorou pra aprender que se quando usada mesmo estando proximo ao orgasmo tem que para se não pode haver riscos, ou durante suas pesquisas já estudou isso e nunca correu este risco?

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  3. Boas perguntas Karine =)

    Tudo o que eu faço dentro do BDSM é visando o prazer dela. Como disse dentre as perguntas, a prática deve ser uma via de mão dupla. Penso que se somente eu ter prazer nas sessões ela perde todo o seu sentido, logo eu me esforço muito para que a petit tenha tanto ou mais prazer que eu minha preocupação sempre será primeiramente ELA, depois penso em mim a ponto de mesmo que eu nao chegue ao orgasmos mas se consegui proporcionar isso à ela fico satisfeitíssimo.

    Já sobre a palavra de Segurança: Eu nunca nem cheguei perto de uma situação mais drástica como essa. Eu conheço muito bem a petit, seu corpo, suas reações e limites e não abuso disso. Desde o começo sempre fui muito responsável, mas essas concepções que apresentei rapidamente à vocês na entrevista foi fruto de muita pesquisa, conversa, leitura, meditação, reflexão, etc sempre pautados na responsabilidade, respeito, maturidade, honra... Tá certo que foi um exemplo muito dramático mas eu gosto de usá-lo para assustar mesmo e para que a pessoa já fique atenta aos perigos que o BDSM pode trazer aos incautos

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    1. Muito obrigada Vulpes por toda a atenção e esclarecimento das curiosidades :)

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  4. Fico Agradecida Vulpes pela atenção e por me exclarecer minhas perguntas, agora só mais uma perguntinha que me surgiu, rsrs.
    E claro que para de fazer tudo isso no BDSM você precisa conhecer e confiar em seu parceiro, então no inico do relacionamento estamos as "cegas" digamos assim, e vamos com mais cuidado do que quando se conhece o corpo, minha pergunta e: em que ponto você pode dizer que conhece totalmente os limites fisicos de sua parceira e que pode confia plenamente que tudo que fizer nela sera muto bem vindo e não estará ultrapassando limites?

    Obrigada mais uma vez pela atenção!

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